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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Boate em Santa Maria (RS) não tinha dois tipos de alvará e passou por reformas irregulares, diz polícia

Boate Kiss em Santa Maria / RS
O delegado que chefia as investigações do incêndio que matou 234 pessoas na boate Kiss em Santa Maria (301 km de Porto Alegre), Marcelo Arigony, disse nesta terça-feira (29) que o estabelecimento não possuía ao menos dois tipos de alvará de funcionamento, desde 2012, e havia feito reformas "ao arrepio de qualquer fiscalização, por conta e risco dos proprietários".


De acordo com Arigony, a Kiss estava sem alvará de prevenção a incêndio desde 10 de agosto do ano passado, e sem alvará sanitário desde 31 de março do mesmo ano.
"Pelo que apuramos, há uma série de irregularidades no local. mesmo porque havia mais gente que as 691 pessoas autorizadas pelo alvará vencido", disse o delegado. "E as reformas lá dentro, pelos relatos que tivemos, foram ao arrepio de qualquer fiscalização, por conta e risco e feitas de forma temerária. Mais isso ainda vai ser confirmado pela perícia técnica", declarou, salientando que a maior parte das provas coletadas até agora são oriundas de depoimentos de testemunhas.

Mais de 40 pessoas já foram ouvidas pela Polícia Civil em Santa Maria, e quatro suspeitos pela tragédia estão presos --dois músicos da banda Gurizada Fandangueira, que se apresentava na boate, e os sócios do estabelecimento, Elissandro Callegari Spohrs e Mauro Hoffmann.

A reportagem tentou contato com os advogados dos dois empresários, mas eles não atenderam as ligações. Minutos antes da entrevista do delegado, a Prefeitura de Santa Maria se isentou de responsabilidade no caso.

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