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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Governo encerra em Londrina série de encontros da Rede Mãe Paranaense

O Governo do Paraná encerra nesta quinta-feira (26), em Londrina, no norte do estado, a série de encontros macrorregionais da Rede Mãe Paranaense de 2014, que reuniram mais de dois mil profissionais de saúde e gestores municipais em cursos de atualização profissional nas ações de atenção materna e infantil. Em Londrina, cerca de 500 pessoas, entre médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde e secretários municipais participam de dois dias de reciclagem profissional.

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, ressaltou a importância da adesão dos municípios à proposta do Mãe Paranaense e a disponibilidade dos gestores em participar dos cursos com suas equipes. “Não é possível construirmos uma rede sozinhos. É necessária a participação de todas as pontas dos serviços – unidades de saúde, consórcios e hospitais unidos para podermos alcançar o objetivo maior, que é salvar vidas”, disse o secretário.

Caputo Neto parabenizou a todos pela redução da mortalidade materna e infantil no Paraná que, em dois anos da Rede Mãe Paranaense, evitou que mais de 100 mulheres morressem em decorrência da gestação e cerca de 500 crianças fossem salvas.

Para o secretário de Saúde de Londrina, Mohamed El Kadri, além de comemorar a redução da mortalidade, o Estado tem conseguido antecipar problemas e evitar complicações na vida das crianças. “Com um pré-natal de qualidade podemos interferir em situações em que a saúde da criança seria comprometida, porque quando um bebê não nasce bem ele poderá ter problemas de saúde por toda vida e com o Mãe Paranaense também estamos cuidando dessas situações, melhorando a qualidade de vida de toda família”.
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CURSOS – Muitos profissionais que participam do encontro já frequentaram outras capacitações do Mãe Paranaense. A agente comunitária de saúde de Nova Fátima, Angélica Ferreira, relatou a experiência que a equipe dela teve ao acompanhar o pós-parto de uma moradora de seu município. Segundo ela, a mãe teve uma gestação de risco e precisou fazer um parto cesáreo. Ao voltar para casa com seu bebê, reclamava de muita dor e já começava a apresentar febre.

“Antes de participar dos cursos, nossa equipe poderia deixar passar esses sintomas porque é comum a mulher sentir dores depois da cesareana, mas como fomos alertados para a vigilância do puerpério, percebemos que poderia haver algo errado e a encaminhamos ao serviço de saúde. Se não fosse essa preparação, provavelmente o quadro poderia ter se agravado a ponto de causar a morte da mãe”, disse Angélica

Eliana Carzino, uma das instrutoras do curso para agentes comunitários de saúde, se mostrou muito satisfeita com os resultados que as capacitações estão proporcionando no dia-a-dia das equipes de saúde. “Mais do que ensinar, a gente vem para esses encontros para trocar experiências, para repensar a forma de atuar. E o resultado é sempre muito rico”, relatou.

TESTE DO CORAÇÃOZINHO – Durante o evento de abertura, o secretário Michele Caputo Neto entregou ao Hospital Universitário da UEL e à Maternidade Municipal Lucilla Ballalai, de Londrina, oxímetros de pulso para a realização do teste do coraçãozinho, que detecta cardiopatias graves já nas primeiras 48 horas de vida da criança.

O teste foi incorporado à série de exames de triagem neonatal que todos os serviços de saúde devem fazer nos recém-nascidos para detecção precoce de várias doenças. Todos os hospitais credenciados à Rede Mae Paranaense receberão os oxímetros de pulso a partir do segundo semestre deste ano. O Governo do Estado investiu R$ 565 mil na compra dos aparelhos e vai capacitar as equipes dos consórcios e hospitais para a realização do teste.

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